Depressão pode matar, mas tem tratamento!

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A depressão é um transtorno mental, causado por uma complexa interação entre fatores orgânicos, psicológicos, ambientais e espirituais, caracterizado por angústia, rebaixamento do humor e pela perda de interesse, prazer e energia diante da vida.

Genes, hormônios, neurotransmissores, nutrientes celulares, substâncias químicas, auto-estima, pensamentos, personalidade, crenças, reações emocionais, conflitos inconscientes, fatores sócio-culturais e ambientais, entre outros, podem predispor o indivíduo a desenvolver depressão   (TEODORO, 2010, pag. 20). 

Contudo, é necessário estar atento, pois há diferença entre depressão e tristeza:

Tristeza: reação emocional normal a várias situações desagradáveis, como ser demitido do emprego, reprovado em algum teste ou perder um parente. Após 6 a 8 semanas e sem intervenções médicas ou psicoterápicas, a pessoa volta ao normal.

Depressão: é mais intensa, angustiante, seguida por autodesvalorização e desmotivação, que arrasta por meses ou anos e compromete a vida pessoal, social, profissional e familiar do deprimido.

Paciente e pessoas com quem convive, muitas vezes não percebem as causas da doença, por envolver conteúdos inconscientes e processos psicológicos e orgânicos complicados. É necessário o apoio especializado de médicos e psicólogos.

Você sabia? 
A depressão é a principal causa de problemas de saúde e deficiência em todo o mundo. De acordo com a OMS, mais de 300 milhões de pessoas vivem com depressão, um aumento de mais de 18% entre 2005 e 2015. 

A falta de apoio às pessoas com transtornos mentais, juntamente com o medo do estigma, dificultam o acesso ao tratamento que necessitam para viver uma vida saudável e produtiva.

A taxa de suicídios atribuída à depressão aumentou, apesar dos esforços em estabelecer e manter centros de prevenção e suicídio em todo o território nacional.
Drogas antidepressivas custam menos dinheiro que a psicoterapia, porém não funcionam para todos os pacientes deprimidos, dos quais apenas em torno de 60 a 65% respondem aos medicamentos de forma eficaz (BECK, 1997).

Saiba mais:



A boa notícia é que existem tratamentos eficazes para depressão moderada e grave. Profissionais de saúde podem oferecer tratamentos psicológicos, como ativação comportamental, terapia cognitivo-comportamental com técnicas estruturadas e psicoterapia interpessoal ou medicamentos antidepressivos.

Depressão não é frescura, procure ajuda!

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Referências

ARAUJO, R. B.; PICCOLOTO, N. M.; WAINER, R. In. DESAFIOS CLÍNICOS EM TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL. Terapia Cognitivo-comportamental como auxílio à prevenção do suicídio. Casa do Psicólogo, 2013. v.1, p. 155-163.
BECK, Aaron T. et al. Terapia cognitiva da depressão. Rio de Janeiro, 1997, v.1, p. 362.
BECK.J.S. Terapia Cognitiva: Teoria e prática. Porto Alegre: Artmed, 2007.
Minutos psíquicos. Depressão. https://www.youtube.com/watch?v=T2XLwjy65LA
Nações Unidas. Depressão é tema de campanha da OMS para dia mundial da saúde de 2017. https://nacoesunidas.org/depressao-e-tema-de-campanha-da-oms-para-dia-mundial-da-saude-de-2017.
TEODORO, W. L. G. Depressão: corpo, mente e alma. 3 ed. Uberlândia:  2010, 240 p.
World Heath Organization. Depression: Let’s talk. http://www.who.int/mediacentre/news/releases/2017/world-health-day/en/
WRIGHT, Jesse H.; et al. In. TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL DE ALTO RENDIMENTO PARA SESSÕES BREVES. Tratando a desesperança e a suicidalidade. artmed, 2012. v.1, p. 128-145.


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